A velocidade com que as mudanças acontecem no mundo de TI é impressionante. Outro aspecto é que a mobilidade vem se tornando cada vez mais essencial nos negócios. Diante desse cenário, surgem diariamente no mercado diversos modelos de equipamentos móveis (PDAs) à disposição. Todos com o objetivo de garantir as empresas que o trabalho seja cada vez mais ágil e integrado entre o profissional que está rua e toda a retaguarda da empresa. Eis que surge a pergunta: Como escolher o melhor PDA?
Muitas vezes o setor de compras das empresas opta pelo hardware por causa do seu design inovador ou também por um preço mais convidativo. Entretanto as funcionalidades podem não atender bem as necessidades do usuário. Noto que há uma grande distância entre o que precisam e o que é adquirido pelas corporações. Tanto é verdade isso que, para alguns tipos de aplicações no campo, pode ocorrer um alto índice de quebra do equipamento. A partir disso, muitos profissionais ficam sem a ferramenta de trabalho por um longo período, pois o PDA vai para a assistência técnica, acarretando em demora no atendimento para os clientes.
Um dos grandes erros é não definir corretamente em qual aplicação o PDA vai ser utilizado. No caso de um agente em campo o equipamento precisa ser diferente do que encontramos muitas vezes nas lojas das operadoras de telefonia móvel, em shopping centers. Quase sempre isso vira um gasto desnecessário para a empresa. O equipamento para uma aplicação desse porte precisa ser um pouco mais robusto e suportar o transporte diário para os clientes.
Já para um executivo o dispositivo móvel pode ter outras características mais adequadas ao ambiente que ele freqüenta (escritórios, restaurantes, etc). Então, podemos afirmar que a escolha precisa ser baseada nas necessidades do usuário e creio que seja importante listar alguns requisitos básicos a serem verificados, antes da aquisição do hardware, como: processamento de dados, velocidade, memória, robustez, tamanho da tela, peso, duração da bateria, autonomia no Sistema Operacional, entre outros.
No caso da duração da bateria e do poder de processamento , podemos salientar que são fundamentais nos PDAs para agentes em campo. Pelo simples fato de ficarem muitas horas na rua e sem a possibilidade de carregarem a bateria, a sua autonomia precisa ser relativamente longa. Já para profissionais, que não ficam tanto tempo na rua, a duração da bateria é um requisito importante, mas muitas vezes ele terá maior facilidade de recarregar o aparelho diferentemente do que acontece com um vendedor. Disso, podemos perceber quanto a sua aplicação define o melhor dispositivo móvel.
Outra parte a ser levada em consideração é o programa que vai rodar no hardware. É importante verificar se o aplicativo já foi testado e é adequado a determinados equipamentos e versões de OS. Vale verificar também se o equipamento possui um processador poderoso, ou seja, capaz de processar mais informações do que os equipamentos que um executivo utiliza com grande freqüência (e-mail, contato, tarefas, editores de texto e visualizações de planilhas).
Cabe aqui então afirmar que é importante saber o que se pretende, determinar o software que vai rodar e concluir juntamente com a equipe de TI da empresa aquele hardware que melhor atende as necessidades do usuário. Pense nisso na hora de comprar.
João Moretti é diretor e fundador da MobilePeople - eliane@conectecomunicacao.com.br
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Quando escuto a seguinte frase “O mar não está para peixe”, lembro de um problema que eu e o mercado de TI estamos enfrentando mais e mais a cada dia. Estou me referindo a dificuldade de encontrar pessoas para trabalhar em empresas de tecnologia.
Sei que não é exclusividade minha o que tenho passado para contratar profissionais para a área comercial e também de desenvolvimento (engenheiros de software). Se não estivesse acompanhando o drama de alguns colegas e empresas concorrentes, chegaria a pensar que o problema sou eu.
O mercado de TI está novamente entrando em ebulição. O meu segmento, que é aplicações ou soluções móveis, encontra-se prestes a explodir no Brasil e no mundo. No entanto, o que toda empresa precisa é se preparar para atender a grande demanda por produtos e projetos para essa área.
Parece brincadeira, mas não é. Vejam os números. Segundo o IBGE, o número de pessoas desempregadas em maio de 2007 chegou a 2,3 milhões. Entre os desempregados em maio, 55,5% eram mulheres, 46,9% tinham entre 25 e 49 anos, 19,8% procuravam emprego pela primeira vez e 24,8% eram responsáveis por sustentar sua família. Então, sabemos que o número de desemprego no País é alto, mas a verdade é que falta profissionais qualificados em TI no mercado. Acreditem nisso. É claro que tem muita gente boa e especializada, mas ainda é pouco para suprir todo o setor.
Segundo dados da IDC, consultoria do segmento de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, o Brasil é hoje o país com maior número de pessoas atuando no segmento de Tecnologia da Informação. Ao todo são 892 mil trabalhadores, 47% do total de vagas existentes em toda a América Latina.
E ainda tem gente capaz de achar que não somos o País do futuro. Claro que temos alguns problemas que insistem em deixar esse futuro um pouco distante. Mas daqui a uns 3 anos eles devem começar a acabar. Como não adianta ficar lamentando, tenho feito grande esforço para encontrar profissionais ainda bastante jovens, mas que demonstrem grandes habilidades, muito interesse de aprender e de crescer sempre, fatores importantíssimos na área que atuo.
Os grandes centros de formação tecnológica vêm sendo uma boa alternativa para “garimparmos” essas mentes brilhantes, que tanto precisamos para o nosso negócio. Posso citar alguns locais que temos grande foco como: Campinas, Pernambuco, Itajubá, Inatel, entre vários outros bons locais que poderia destacar.
Diante disso tudo, o que me surge é que as empresas precisam investir em capital humano e capacitar mesmo a sua própria equipe. Não é fácil buscar um profissional no mercado, muitas são as dificuldades e as mais diversas possíveis. Hoje conto com 20 profissionais na área de desenvolvimento e tenho espaço para pelo menos mais uns 10 até o final desse ano. E como disse no início desse artigo, acho que temos um “oceano” de oportunidades surgindo para inúmeras empresas e para o próprio País. Só precisamos aprender a “pescar” melhor esses brasileiros talentosos que temos.
Por: João Moretti – Diretor geral da MobilePeople, empresa brasileira especializada na área de mobilidade corporativa
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Já falaram: “Mudar é a única constante na vida”. E não poderia ser diferente no mundo da tecnologia da informação. As mais recentes mudanças no setor de TI foram o lançamento do Windows Vista, o anúncio do iPhone, entre outras. Uma delas também foi a entrada do VOIP (Voice over IP) no Brasil. Uma tecnologia que permite estabelecer a conversação telefônica em uma Rede IP (Internet), transformando a transmissão de voz em dados. Um dos primeiros e mais conhecidos programas para o usuário final que permite através da Internet realizar ligações foi o Skype. Tá lembrado?
Essa “nova onda” trouxe inúmeros benefícios para os usuários em relação a telefonia convencional, principalmente, a redução de custos. Isso porque a rede de dados não segue a mesma tarifação das ligações telefônicas convencionais. A telefonia fixa tradicional é calculada em função de distâncias geodésicas e horários de utilização estabelecidos pelas Operadoras de Telefonia. Outra grande vantagem do VoIP é utilizar a comutação por pacotes, o que a torna mais “inteligente” no aproveitamento dos recursos existentes, diferentemente da telefonia fixa, que é baseada em comutação de circuitos, que podem ou não estar sendo utilizados.
O funcionamento do VoIP baseia-se em transformar a voz em pacotes de dados para trafegar pela rede e ser convertido em voz novamente em seu destino. Sem sombra de dúvida, a principal vantagem está na redução de custo: uma vez adotado o VoIP pode-se atingir até 70% de economia com serviços de telefonia. As grandes operadoras de call center do País já estão adotando o VOIP e outras estão migrando.
Mas toda essa facilidade até pouco tempo atrás era apenas obtida em um local fixo com computadores ou com aparelhos próprios para isso. A novidade é que várias empresas estão trabalhando arduamente para o uso do VOIP em todos os dispositivos móveis, ou seja, no celular, PDA ou smartphone. Os usuários de Pocket PC já podem desfrutar dessa facilidade no Brasil. Ou seja, todos esses benefícios listados anteriormente podem ser usufruídos num dispositivo móvel.
O funcionamento é bem simples. Por exemplo, você está falando com alguém pelo seu smartphone por meio do VOIP em movimento com cobertura wi-fi, entra numa área que não tem mais conexão wi-fi, automaticamente o sistema muda e aciona o plano da sua operadora, sem cair a ligação. Duas grandes vantagens: redução drástica de custos, pois a ligação VOIP é bem mais barata do que o da operadoras de telefonia móvel, e não perde a conversa.
A expectativa dos especialistas no assunto é bem positiva em relação a utilização da tecnologia VOIP em dispositivos móveis. Atualmente o uso de VOIP em aparelhos móveis é inexpressiva no País, mas acredita-se que irá crescer muito em pouco tempo e outros até afirmam que toda a telefonia será baseada em VOIP tanto para o uso corporativo como para os consumidores finais. Com certeza, sabemos que é uma boa novidade aos usuários que querem reduzir os gastos. Vamos aguardar!
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http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=7245&sid=26
Canal de comunicação direto, rápido, interativo e que provavelmente está sempre junto aos clientes, o SMS deve ser considerado uma ferramenta importante do marketing de relacionamento
Com a evolução dos aparelhos de telefonia móvel que trazem cada vez mais funcionalidades, passamos a ter mais canais de comunicação, como é o caso do Short Message Service (SMS) ou o popular torpedo. Hoje essa ferramenta é utilizada pelas pessoas para se relacionarem, principalmente, pelo menor custo em relação a uma ligação de celular e maior eficácia em transmitir curtas informações.
Com o grande sucesso dessa ferramenta, as previsões apontam um crescimento do uso do SMS, mesmo com os altos valores do serviço no País. Segundo números divulgados no site Teleco, no Brasil são enviados cerca de 500 milhões de SMS por mês. A média de envio mensal de SMS por celular no Brasil é ainda muito baixa (5 a 6 SMS) em relação a outros países, isso ao seu alto custo. Sabe-se que o envio de um SMS custa em média US$ 0,15 no Brasil e US$ 0,03 na Venezuela. Sendo que o Brasil envia menos SMS do que a Venezuela. “É uma vergonha!”, como diria o jornalista Boris Casoy.
Além do uso pessoal, o SMS também está sendo adotado por algumas empresas no País para avisos de cobranças, confirmação de consultas médicas, alarmes de segurança e sendo muito utilizada por instituições bancárias. Sabe-se que em outros países isso é uma prática ainda mais adotada. Conforme dados da Federação Européia de Marketing Direto, metade das agências européias de Marketing Direto já utilizam o SMS como ferramental de apoio no planejamento das estratégias de CRM.
No Brasil, algumas empresas vêem o SMS apenas como um meio de fazer publicidade no celular, gerando uma grande preocupação no mercado com a questão do SPAM. A verdade é que o SMS é um canal de comunicação direto, rápido, interativo e que provavelmente está sempre junto aos clientes. Por isso, o uso do SMS deve ser considerado como uma ferramenta importante do Marketing de Relacionamento.
A qualidade da entrega das mensagens melhorou muito nos últimos anos graças ao investimento feito pelas operadoras, as quais conseguiram finalizar a integração de suas plataformas e gateways garantindo a entrega dos SMS. Novas iniciativas devem ocorrer com relação ao uso dessa nova tecnologia como Mobile Marketing, Mobile Payment, entre outras.
Mesmo com essas restrições, o uso do SMS pelas empresas deve ser encarado como um aliado no relacionamento com seus clientes e deve crescer muito. Em resultado divulgado pelo IDC recentemente (08.05.07), o Brasil, que já conta com mais de 102 milhões de assinantes de celular, se destacou pelo avanço nas áreas de acesso a e-mail, aplicações desktop e mensagens curtas de texto (SMS). Para as empresas, o SMS pode e deve ser usado pelos departamentos de SAC, Cobrança, Marketing, Pesquisa, entre outros. Vale a pena conferir os benefícios dessa tecnologia no mundo corporativo.
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Adoção correta de meios de transmissão auxilia na integração de dados
Com a crescente popularidade dos dispositivos e soluções móveis, muitas empresas estão adotando essa tecnologia para melhorar suas atividades e ingressar no que podemos chamar de “nova era da comunicação”. Mas com esse aumento no número de dispositivos, é perceptível o crescimento em paralelo da procura por soluções corporativas e, principalmente, para integração e controle desses dispositivos e seus respectivos sistemas muito utilizado por executivos e suas corporações.
Em razão dessa nova demanda do mercado corporativo por dispositivos e soluções móveis muito se fala em soluções de sincronismo e controles para PDAs. As empresas estão aumentando muito o seu parque de devices móveis e buscam soluções que as auxiliem no controle e gestão desses equipamentos. Também é possível verificar fabricantes estrangeiros iniciarem suas produções de equipamentos em solo brasileiro e gigantes que impõem seu poder para dominar também grande parte desse segmento, que agrega e encanta os profissionais e usuários de TI dos diversos setores da economia.
Para os que estão ingressando (ou dando esse importante) nesse importante passo tecnológico, o meu conselho é escolher uma boa plataforma de sincronismo e gestão dos dispositivos e da solução, principalmente, no que remete a integração desses sistemas com o seu parque tecnológico. Essa escolha na maioria das vezes é tão mais importante quanto o próprio aplicativo no dispositivo móvel.
Isso porque a plataforma de sincronismo e gestão de dispositivos é um dos fatores responsáveis pela integração dos dados entre os dispositivos móveis e a retaguarda da empresa. Boa parte do esforço no desenvolvimento da solução está no sincronismo, ou seja, cabe a ele uma grande fatia dos custos de desenvolvimento. Outro aspecto importante a ser analisado é a adoção errada das tecnologias ou dos meios de transmissão usados pela aplicação pode levar ao insucesso ou ainda causar inconvenientes na utilização.
Outro fator pertinente é que a empresa desenvolvedora deve saber negociar com o cliente e dimensionar a quantidade de informação necessária para o bom funcionamento da aplicação nos dispositivos. Por exemplo, se não houver um bom planejamento dos dados trafegados o sincronismo pode não atender de forma adequada as necessidades do usuário.
Outra novidade é que o mercado brasileiro vem notando a oferta de equipamentos e soluções móveis no conceito SaaS, ou seja, Software como Serviço. A idéia é oferecer às empresas a solução móvel completa desde o hardware até o software na forma de um aluguel. As companhias pagam pelo serviço todo desenvolvimento, integração, manutenção e suporte. Talvez seja bem interessante em alguns casos essa nova forma de contratação. Vale a pena considerar e fazer a melhor escolha. Boa sorte!
João Moretti é diretor geral da Mobilepeople
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Logo mais vêm as eleições municipais novamente e os discursos políticos se voltam as primeiras necessidades da população, como: saúde, educação, alimentação, emprego, transporte e etc. Cada candidato elabora sua proposta e sai falando o que vai fazer caso seja eleito. É sempre a mesma coisa. Como eu não tenho a pretensão de me candidatar a nenhum cargo político, vou contar aqui como eu creio que poderia ser melhorado o setor da saúde.
Elaborei há um tempo atrás um projeto de saúde utilizando a mobilidade como solução, que concorreu a um prêmio internacional da Qualcomm e foi um dos finalistas. Enfim, qual é a minha idéia? Atualmente existe no País o programa do agente comunitário da saúde com o objetivo de contribuir com a melhoria da saúde, oferecendo assistência e tratamento a partir de visitas domiciliares. Então, o agente acompanha um número pré-definido de famílias e anota em papel todos os dados da família, preenche relatórios, enfim, faz uma avaliação do estado de saúde das famílias e repassa para o Sistema Único de Saúde (SUS).
O meu projeto é disponibilizar um PDA para os agentes comunitários para realizarem todo o trabalho ao invés de anotarem no papel. Haja visto que o procedimento manual oferece desvantagens como: retrabalho, erros no preenchimento, demora para entregar as informações, perda de dados, entre outros. Uma solução de mobilidade na mão do agente seria extremamente importante para melhoria do serviço, já que a tecnologia móvel tem a missão de agilizar e melhorar os processos. Com um preparo adequado do agente e com um dispositivo móvel em mãos, ele pode organizar todo o atendimento médico da família. É o Brasil poderia ter o maior case de sucesso nessa área.
Com o processo automatizado na saúde, não seria só possível aumentar a qualidade do serviço como também agregar outras medidas como: agendamento num posto de saúde, entrega de remédios, redução de fraudes por falta de informação, ou seja, seria de fato fazer uma medicina preventiva no País. E neste caso, os governantes teriam uma sistema de saúde bom, mais barato e bem controlado.
Agora falta saber se há interesse por parte dos governantes em tomar esse tipo de medida, não é mesmo? Vamos aguardar.
João Moretti - Diretor Geral da Mobile People, empresa brasileira especializada em mobilidade corporativa
Desde janeiro, Abílio Diniz, presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, não precisa mais recorrer aos gerentes das lojas, aos sistemas de computadores da rede e às duas mensagens de texto diárias que recebia no celular para informar-se sobre o desempenho das vendas das lojas da empresa. Esteja ele em Paris, cidade para onde viaja com frequência para participar de reuniões com o sócio francês Casino, ou praticando esportes em São Paulo, Diniz consegue analisar o desempenho de seu império pela tela do BlackBerry. A atualização das informações acontece quase que em tempo real.
A cada 15 minutos, Diniz consegue acompanhar as vendas atualizadas de todas as lojas e bandeiras a partir de seu smartphone. Essa visualização das vendas pode ser feita de diversas formas: pelo desempenho do grupo, por bandeira, por região, por loja e até por categoria (peixaria, mercearia, bazar, etc). O acesso móvel e imediato às informações também é feito pelo presidente do grupo, Claudio Galeazzi, e todo seu batalhão de diretores e gerentes. Hoje, o alto escalão do Pão de Açúcar consegue tomar decisões com mais agilidade e definir, quase simultaneamente, a readequação de uma loja, a entrada em promoção de determinados produtos, entre outras ações.
Para chegar neste estágio, o Pão de Açúcar desenvolveu, no último trimestre de 2008, uma plataforma para acompanhamento das vendas pelo dispositivo móvel. Hoje, os aparelhos BlackBerry do grupo têm, além dos recursos tradicionais como e-mail, calendário e internet, esta aplicação extra de análise das vendas nas lojas e uma outra que permite aprovar viagens e despesas remotamente.
O trabalho foi conduzido pela área de TI (Tecnologia da Informação) do grupo com a empresa Mobile People, responsável pela aplicação de visualização das vendas que roda no aparelho dos executivos. O software instalado no BlackBerry demandou um investimento de R$ 40 mil, fora o custo com infra-estrutura, ainda não consolidado pelo grupo.
O projeto teve início em setembro, impulsionado pela necessidade dos executivos de acompanhar as vendas de perto. Uma amostra do que acontece hoje ocorria em 2006, de forma limitada. Os usuários recebiam as informações sobre as vendas por meio de SMS, no celular, duas vezes ao dia. “Era algo pontual, restrito, com poucos detalhes e em um formato pouco amigável para navegação”, explica Célio Guedes, gestor de sistemas do grupo.
Diante da alta competitividade do varejo brasileiro, o grupo decidiu acelerar o acesso às informações em tempo real, o que deu origem ao projeto. Os desafios, no entanto, envolviam a criação de uma interface mais amigável e o acesso a informações mais amplas e frequentes pelos usuários. No quesito segurança, Guedes conta que é possível desligar o aparelho a distância. Casino avalia a possibilidade de adotar a solução na França.
O que acontece hoje no Pão de Açúcar ainda é uma exceção. Embora os dispositivos móveis já estejam bastante disseminados entre as empresas no país, são poucas as que usam aplicações corporativas em seus smartphones. Comum é ver executivos acessando e-mails e a internet pela telinha. Nada além disso. “O Brasil está no princípio da mobilidade. Ainda há muito a se fazer neste sentido”, afirma Yngrid Azevedo, gerente de novos negócios da área de comunicações unificadas da Avaya. A previsão é que o uso de aplicativos empresariais para dispositivos móveis cresça bastante daqui para frente, principalmente por conta do boom do trabalho remoto.
A solução OneX Mobile, da Avaya, permite que o usuário realize conferências, transferências, acesso ao correio de voz e diretório corporativo pelo smartphone. Com a popularização do conceito de comunicações unificadas, processo que integra todos os meios e dispositivos de comunicação e mídia, o usuário consegue receber e-mails, fax, correio de voz e até as chamadas direcionadas ao seu ramal no celular.
A Cisco também tem avançado no desenvolvimento de soluções para os dispositivos móveis. Uma delas se chama Cisco Webex para iPhone, ferramenta de colaboração e webconferência disponível para download gratuito na loja virtual da Apple. Com um iPhone 3G, o usuário consegue, da rua, participar de uma conferência e compartilhar arquivos com outros participantes.
Veículo: Valor Econômico
No ano da explosão móvel, a desenvolvedora de soluções para dispositivos móveis corporativos apresenta agressiva estratégia, com aporte da TreeCorp, novas contratações e modernização do website
De acordo com o estudo “Latin America Investment Priorities Wireless & Mobile Solutions 2010″, do IDC América Latina, nos próximos 12 meses, mais de 30% das empresas dos países analisados incrementarão seus investimentos em mobilidade corporativa em até 30%. O levantamento foi feito na demanda de soluções móveis e sem fio para empresas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México. Analisando este cenário, a MobilePeople – empresa brasileira especializada em soluções de mobilidade corporativa – aposta em uma nova estratégia para crescer em mais 80% neste ano.
“A meta é crescer mais de 80% só em 2011. O faturamento deve chegar a cifra de 7 milhões de reais e mais de 6 mil licenças”, explica o Diretor da MobilePeople, João Moretti. Atualmente a MobilePeople atende as empresas Vonpar/Coca-Cola, Telefônica, Grupo Pão de Açúcar, Gás Brasiliano, Laboratórios Pfizer, Leroy Merlin, entre outras.
Para alcançar esses objetivos, a MobilePeople reestruturou-se durante todo o ano de 2010 e inicia 2011 com uma agressiva estratégia de expansão com base no lançamento de novos serviços e produtos, que visam atender as grandes corporações não só pela crescente demanda por tecnologia de ponta em mobilidade, mas também na busca por mecanismos que otimizem seus processos e potencializem seus ganhos, por meio de redução de custos e, em alguns casos, incremento de receitas.
“A parceria com a TreeCorp com certeza deu uma nova vida a MobilePeople tanto financeiramente quanto em desenvolvimento de novos produtos. Queremos ter mais de 15 grandes empresas atendidas e sabemos que temos potencial para isso”, explica Moretti.
Número de smartphones em uso no mundo é estimado para bater o 1,7 bilhão em 2014, devido principalmente a sua explosão nos países emergentes.
A Copa de 2014 e a Olimpíadas de 2016 se aproximam. Logo, todos os olhos do mundo estarão apontando para o país do Carnaval, nosso cada vez mais prestigiado Brasil. Estima-se que só os desembarques domésticos saltem dos 56 milhões, registrados em 2009, para 73 milhões, em 2014, segundo o Ministério do Turismo. Milhões de turistas desembarcarão no país para ver os jogos e ocupar hotéis e estabelecimentos das 12 capitais – Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo – que serão palco das partidas.
Mas, infelizmente, o país não está estruturalmente preparado para isso. Se guiar sozinho pelas metrópoles brasileiras é um desafio para turistas que nos visitam sem que o país tenha como missão sediar eventos dessa magnitude. A falta de sinalização, segurança e planejamento fazem com que as ruas das capitais brasileiras pareçam labirintos para os visitantes, que muitas vezes caem em áreas perigosas, principalmente, para os que não falam português.
Neste contexto, num país como o Brasil, com tantas deficiências estruturais, de sinalização, trânsito, falta de transporte coletivo de qualidade, dentre outros, vejo nos aplicativos para smartphones como alternativas que podem salvar a nossa Copa do Mundo de 2014. Afinal, o número de smartphones em uso no mundo é estimado para bater o 1,7 bilhão em 2014, devido principalmente a sua explosão nos países emergentes.
Segundo relatório de 2010 da Analysys Mason, os smartphones em 2014 serão tão populares quanto os celulares são hoje. Desenvolvendo aplicativos específicos, muitas empresas, inclusive governamentais, podem melhorar o controle e a segurança da população e dos turistas durante a Copa do Mundo no Brasil.Hotéis podem desenvolver aplicativos para localização dos estabelecimentos e rotas preferenciais, além de oferecer um diferencial no mercado aos turistas que chegam para ver os jogos e que provavelmente aproveitarão para fazer compras e conhecer os pontos turísticos das cidades.
A Polícia Militar pode utilizar de aplicativos na manutenção da segurança durante a Copa, mantendo policiais militares conectados às câmeras de ruas e informando aos que estão na rua pelo smartphone onde ir e o que está acontecendo. Tudo isso em tempo real, dentre outras ações, possibilitando assim, a prevenção de assaltos e brigas rapidamente.
A CET em São Paulo pode ter uma arma especialmente útil nas ferramentas para smartphones. A probabilidade é de que durante a Copa de 2014 – quando o mundo inteiro estará desembarcando no Brasil – o congestionamento chegue ao seu ápice e muitas ruas fiquem frequentemente impossibilitadas pelo excesso de carros na mesma direção. Disponibilizar para a população e turistas aplicativos que sinalizem os locais congestionados e ofereçam alternativas para fuga, a exemplo de como já é feito em outros países, resolveria.
Companhias aéreas também poderiam fornecer aplicativos para orientar passageiros sobre os melhores horários de vôos, que sincronizados com os horários dos jogos, podem distribuir melhor a demanda e assim evitar conglomerado de passageiros nos aeroportos.
João Moretti é diretor da MobilePeople, consultoria brasileira especializada em soluções de mobilidade corporativa.